segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fw: Artigo do Professor Fiorin

Recomendo a leitura.
Com atenção,
Prof. Dioney
 
----- Original Message -----
To: Dioney
Sent: Monday, August 25, 2008 7:48 PM
Subject: Artigo do Professor Fiorin


Caro Professor,
 
Já está disponível para download o arquivo contendo o artigo do Professor Fiorin.
O link é o seguinte:
 
http://rapidshare.com/files/140101884/Artigo_do_professor_Fiorin.rar.html
 
A pasta está compactada na extensão ".rar", basta apenas usar o descompactador e ler os arquivos.
São 22 páginas, se não me engano.
Qualquer problema com as digitalizações, me avise.
 
Thalita

____________________________________________________________________ .
"
A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória.
As palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial,
o adjetivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase"


*Charles Baudelaire*





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Re: Processo Avaliativo: Convite

Luzia,
Obrigado por suas reflexões, que são bastante maduras. Destaco delas a importância de se evitar uma educação fordista, a importância de oferecer ao aluno a possibilidade real de participar do processo avaliativo e o culto à liberdade de expressão e de forma. Parabéns!
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
To: Dioney
Sent: Sunday, August 24, 2008 12:23 AM
Subject: RE: Processo Avaliativo: Convite


Avaliação é mesmo um tema inesgotável, não é Dioney?

Confesso que sua proposta soou meio estranha, talvez pela preocupação de que haja oportunista no processo dessa idéia (falo de forma ampla, imaginando sua idéia  já propagada e vivida  nas escolas e faculdades), mas depois percebi que não é possível  continuar tratando a avaliação como um processo isolado que faz com que as pessoas se transformam em  meras executoras passivas de atividades onde tudo se realiza mecanicamente, sem questionamentos.

Ainda hoje, muitos profissionais da educação quando pensam, falam ou agem  em torno de avaliação, lidam com esse objeto (motor da ação de um sujeito) como na era fordista  em que se avaliava pela produção em série, vivem a avaliação como o centro da aula, em torno da qual tudo gira,  produzindo  sensação de ameaça e autoritarismo.

Eu pergunto:

A quem essa avaliação beneficia?

A quem ela valoriza?

A quem ela interessa?

Que efeitos ela produz?

 Percebo  que essa é uma avaliação excludente, injusta, fruto de uma pedagogia dominante.

Daí eu concordo com a sua proposta. Penso ser interessante. Ela  abrirá  espaço para a quebra de paradigmas acerca desse assunto porque vai mexer no relacionamento interpessoal.

Quando se tem  oportunidade de refletir, socializar opiniões e amadurecer idéias,  a  avaliação ameaçadora e autoritária  se transforma em avaliação prazerosa e humana, a pedagogia da avaliação se transforma em pedagogia do ensino-aprendizado e o processo unilateral se transforma  em processo de conhecimento, de fato.

Só acrescento que , na minha opinião, não  seria bem dar liberdade ao aluno, mas sim levá-lo a refletir e perceber que  ele tem essa  liberdade e  a importância de fazer uso dela  de forma transparente...(entra aqui o "mexer no  relacionamento interpessoal" que citei antes).  

 

Espero não ter sido petulante em demasia.

 

Abraços!

 

Luzia

 





From: dioney98@unb.br
To: dioney98.letramento@blogger.com
CC: vanvasconcelos20@gmail.com; valquiria.bezerra@hotmail.com; tamarrabelo@hotmail.com; ssbritus@hotmail.com; polly.azevedo@bol.com.br; prof.mau@hotmail.com; lenitafogaca@yahoo.com.br; keylaliminha@gmail.com; ferreira.isabelcristina@gmail.com; fernandopbn26@hotmail.com; fagachet@ibest.com.br; ed.luzia@hotmail.com; debyyrocha@gmail.com; cellitta28@yahoo.com.br; catiacaixeta@hotmail.com; carmemsilva13@hotmail.com; cmazochi@gmail.com; cellitta@gmail.com; elianasarreta@gmail.com; msusley@gmail.com; erladelane@gmail.com; kaik122006@hotmail.com; aniveaa@hotmail.com; sadrianna@superig.com.br; rictad@gmail.com; litiane1@gmail.com
Subject: Processo Avaliativo: Convite
Date: Sun, 17 Aug 2008 13:23:42 -0300

Meus queridos cursistas,
Na última aula do curso Alfabetização e Linguagem, pedi a vocês que me enviassem um convite para eu conhecer os seus respectivos "blogs", apesar de já conhecer a maioria. Para alguns, certamente soou estranho, pois a construção do "blog" foi a proposta de avaliação do curso, o que, obviamente, já me "autorizava" a entrar na página de cada um de vocês e avaliar o seu progresso. Porém, aquele meu pedido, num primeiro momento insólito e provocador, me fez pensar em algo interessante sobre o processo de avaliação. Agora, tenho consciência do meu objetivo, que é abrir uma reflexão sobre a possibilidade de dar ao aluno a liberdade de permitir ou não que o professor o avalie.
O que me dizem a esse respeito?
Um grande abraço!
Prof. Dioney
 
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
Sent: Saturday, August 16, 2008 8:23 AM
Subject: Convite

Oi Dioney!
 
É com carinho que  te convido para visitar e comentar meu blog sempre que quiser. Fique à vontade.
 
Abraços
 
Luzia
 
tecendocomaspalavras.blogspot.com


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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fw: Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

 
----- Original Message -----
To: Dioney
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:24 PM
Subject: Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.


Caro Professor Dioney,
Fiquei simplesmente boba ao ler o que a Tamar escreveu.
Hoje estava lendo um texto sobre o ensino de português na escola e fiquei pensando como nós somos podados por uma instituição que deveria nos deixar crescer além do alcance das vistas.
Fiquei maravilhada!
Que todos do CFORM tenham idéias assim e as passe adiante. Os futuros professores agradecem!
=)
 
Thalita.
____________________________________________________________________ .
"Atiramos o passado no abismo, mas não nos inclinamos para ver se ele está bem morto."


*William Shakespeare*




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Subject: Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.
Date: Thu, 21 Aug 2008 08:43:42 -0300

Tamar,
Parabéns por sua reflexão. Estamos sim vivendo uma quebra de paradigmas, e isso assusta muito. Daqui a pouco, perceberemos que os blogs são lugares de construção e não de destruição do conhecimento. Como visitante, me sentirei confortável. No CFORM, lido com professores exclusivamente. Isso é fantástico para mim. Ali estamos em um espaço de livre circulação de idéias e propostas. É o momento de todos nós juntarmos nossas forças docentes e mudarmos o mundo à nossa volta sim. Cada um de nós tem muita gente sob sua responsabilidade. Que "gente"? Professores!!! Somos modelos de modelos de modelos que os alunos vão imitar em alguma medida, de acordo com a mimese aristotélica (cf. A poética, de Aristóteles). E o que queremos que os alunos sejam?
Em sua mensagem, aparece um ideal fora de série: o conhecimento como opção e a exposição dos resultados como algo prazeroso. Aí entramos em uma discussão que não cabe em um e-mail, mas merece toda a atenção do mundo. Escreva um texto sobre isso. Traga, se quiser, mais pontos para nos mostrar, com prazer, o produto da construção do seu conhecimento.
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:04 AM
Subject: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Professora Tamar Rabelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Processo Avaliativo: Convite":

Dioney...

Estive pensando nessa proposta. Há várias possibilidades implícitas nessa questão:
1- estamos acostumados a sermos cobrados, no tocante aos instrumentos avaliativos, isso quebra um paradgma.
2 toda quebra de paradigma leva a uma desestruturação incial e gera milhares de problemas, simbólicos, é claro, mas estamos amoldados ás regras.
3- se por um lado a publicidade do resultado do conhecimento que produzimos é essencial, por outro temos medo de ousar.

De tudo isso, como já disse no e-mail, uma coisa ficou colada na minha cabeça.

O conhecimento deveria ser construído de forma opcional e as pessoas deveriam ter prazer em expor o resultado de suas descobertas, não esperarem uma imposição de um instrumento avaliativo qualquer para apresentarem o que sabem a fim de ser mensurado.

Por essa e por outras idéias, eu admiro suas tiradas, acho que elas são bem pensadas, no sentido de que os problemas que cercam a educação estão latentes no seu discurso, no seu fazer. É reconfortante saber que na Academia existem pessoas que estão preocupadas com causas mais importates que as suas próprias e isso me faz sentir vontade de continuar.

Por essas e por outroas, você será um hóspede sempre bem vindo no meu espaço virtual.

Tamar

Postado por Professora Tamar Rabelo no blog Alfabetização, Letramento e Transformação em 21 de Agosto de 2008 02:04


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Tamar,
Parabéns por sua reflexão. Estamos sim vivendo uma quebra de paradigmas, e isso assusta muito. Daqui a pouco, perceberemos que os blogs são lugares de construção e não de destruição do conhecimento. Como visitante, me sentirei confortável. No CFORM, lido com professores exclusivamente. Isso é fantástico para mim. Ali estamos em um espaço de livre circulação de idéias e propostas. É o momento de todos nós juntarmos nossas forças docentes e mudarmos o mundo à nossa volta sim. Cada um de nós tem muita gente sob sua responsabilidade. Que "gente"? Professores!!! Somos modelos de modelos de modelos que os alunos vão imitar em alguma medida, de acordo com a mimese aristotélica (cf. A poética, de Aristóteles). E o que queremos que os alunos sejam?
Em sua mensagem, aparece um ideal fora de série: o conhecimento como opção e a exposição dos resultados como algo prazeroso. Aí entramos em uma discussão que não cabe em um e-mail, mas merece toda a atenção do mundo. Escreva um texto sobre isso. Traga, se quiser, mais pontos para nos mostrar, com prazer, o produto da construção do seu conhecimento.
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:04 AM
Subject: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Professora Tamar Rabelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Processo Avaliativo: Convite":

Dioney...

Estive pensando nessa proposta. Há várias possibilidades implícitas nessa questão:
1- estamos acostumados a sermos cobrados, no tocante aos instrumentos avaliativos, isso quebra um paradgma.
2 toda quebra de paradigma leva a uma desestruturação incial e gera milhares de problemas, simbólicos, é claro, mas estamos amoldados ás regras.
3- se por um lado a publicidade do resultado do conhecimento que produzimos é essencial, por outro temos medo de ousar.

De tudo isso, como já disse no e-mail, uma coisa ficou colada na minha cabeça.

O conhecimento deveria ser construído de forma opcional e as pessoas deveriam ter prazer em expor o resultado de suas descobertas, não esperarem uma imposição de um instrumento avaliativo qualquer para apresentarem o que sabem a fim de ser mensurado.

Por essa e por outras idéias, eu admiro suas tiradas, acho que elas são bem pensadas, no sentido de que os problemas que cercam a educação estão latentes no seu discurso, no seu fazer. É reconfortante saber que na Academia existem pessoas que estão preocupadas com causas mais importates que as suas próprias e isso me faz sentir vontade de continuar.

Por essas e por outroas, você será um hóspede sempre bem vindo no meu espaço virtual.

Tamar

Postado por Professora Tamar Rabelo no blog Alfabetização, Letramento e Transformação em 21 de Agosto de 2008 02:04

domingo, 17 de agosto de 2008

Processo Avaliativo: Convite

Meus queridos cursistas,
Na última aula do curso Alfabetização e Linguagem, pedi a vocês que me enviassem um convite para eu conhecer os seus respectivos "blogs", apesar de já conhecer a maioria. Para alguns, certamente soou estranho, pois a construção do "blog" foi a proposta de avaliação do curso, o que, obviamente, já me "autorizava" a entrar na página de cada um de vocês e avaliar o seu progresso. Porém, aquele meu pedido, num primeiro momento insólito e provocador, me fez pensar em algo interessante sobre o processo de avaliação. Agora, tenho consciência do meu objetivo, que é abrir uma reflexão sobre a possibilidade de dar ao aluno a liberdade de permitir ou não que o professor o avalie.
O que me dizem a esse respeito?
Um grande abraço!
Prof. Dioney
 
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
Sent: Saturday, August 16, 2008 8:23 AM
Subject: Convite

Oi Dioney!
 
É com carinho que  te convido para visitar e comentar meu blog sempre que quiser. Fique à vontade.
 
Abraços
 
Luzia
 
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Biblioteca Virtual das Ciências da Linguagem

Prezados colegas,

É com prazer que anuncio o lançamento da bvCLB - Biblioteca Virtual das
Ciências da
Linguagem no Brasil, com textos de referência para a história do conhecimento
lingüístico no Brasil, disponível no endereço
http://www.labeurb.unicamp.br/bvclb

O acervo está constituído, inicialmente, de obras gramaticais e
lexicográficas de
português, em sua maioria da segunda metade do século XIX e inícios do
século XX,
além de outros textos sobre a questão da língua nacional no Brasil desse
período.

A bvCLB é resultado de um projeto em história comparativa das ciências
desenvolvido
no Laboratório de Estudos Urbanos - Labeurb/Nudecri, da UNICAMP, em
conjunto com
pesquisadores do Institut de Linguistique et Sciences du Langage e do
Centre de
recherche en histoire et epistémologie comparée de la linguistique
d'Europe centrale
et orientale - CRECLECO, da Universidade de Lausanne - UNIL (Suíça), e com a
colaboração de uma equipe do Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, da
Unicamp,
vinculada ao Programa História das Idéias Lingüísticas no Brasil - HIL.

O objetivo da bvCLB é constituir um instrumento que, pelo próprio formato,
sustente
a pesquisa comparativa e, ao mesmo tempo, torne disponíveis textos
importantes, mas
muitas vezes mal conhecidos ou de difícil acesso, para a história do
conhecimento
lingüístico no Brasil.

Para tanto, a bvCLB está concebida como uma página "em espelho" com uma
página
eletrônica elaborada pela equipe da UNIL, com textos fundamentais para a
história da
lingüística eslava, à qual estará articulada por meio de um sistema comum
de buscas
multilíngüe, apoiado na elaboração de palavras-chaves em português, russo,
francês,
inglês, e de resumos das obras na língua original e em inglês.

A página eletrônica e o sistema de buscas ainda estão em construção, mas já é
possível ter acesso ao texto integral de 38 obras, dentre as quais três
edições da
primeira gramática brasileira do português, de Julio Ribeiro, publicada
inicialmente
em 1881.

O acesso à bvCLB é livre e gratuito, bastando cadastrar-se.

Esperamos sua visita e sugestões

Carolina Rodríguez-Alcalá
Coordenadora da bvCLB
Pesquisadora do Labeurb/Nudecri- Unicamp
____________ ________

bvCLB - Biblioteca Virtual das Ciências da Linguagem no Brasil
http://www.labeurb . unicamp.br/ bvclb
Projeto desenvolvido no Laboratório de Estudos Urbanos - Labeurb
Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade - Nudecri
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp
http://www.labeurb . unicamp.br/

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fw: Eugenia

 
----- Original Message -----
From: Rodrigo Tristan Lourenco
 
Sent: Wednesday, July 23, 2008 1:22 PM
Subject: Eugenia

Quando eu ainda tinha fé no ser humano, achando que somos bons por natureza, com alguns desvios, e em geral fazemos boas escolhas (isso foi ontem), eu discuti com o Tota e disse que não, a eugenia ainda está longe de virar algo corriqueiro, pois o ser humano não era tão estupido.
Tota, minhas desculpas. Vc estava certo. Somos todos imbecis...
Vejam vcs mesmos: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL688383-5603,00-REDE+SOCIAL+USA+DNA+PARA+ENCONTRAR+AMOR+PERFEITO+PELA+INTERNET.html

Saudades dos tempos em que os loucos comiam merda e queimavam dinheiro...

Mas não trago só tristeza. Vejam esse vídeo e procurem as outras partes.
Made in Bsb...
http://youtube.com/watch?v=ecF-_3ZtFQo

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fw: Natureza Humana: Tribo da Amazônia contradiz noção de que contar é capacidade "inata"

 

 
 

Tribo da Amazônia contradiz noção de que contar é capacidade 'inata'

A língua falada por uma tribo amazônica que não tem palavras para designar números contradiz a noção de que o ato de contar seria inerente à capacidade cognitiva de seres humanos, afirma um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

A língua da tribo Pirahã, que vive às margens do rio Maici, em Rondônia, vem sendo estudada há vários anos por suas características singulares. 
 
No estudo recente, publicado na revista científica Cognition, o professor Edward Gibson afirma que os Pirahã não têm palavras para expressar o conceito de "um" ou de outros números específicos.

Segundo a pesquisa, a tribo teria apenas expressões para designar quantidades relativas, como "muitas", "poucas" ou "algumas".

De acordo com Gibson, é comum assumir que contar é uma parte inata da capacidade cognitiva humana, mas "aqui está um grupo que não conta.

Eles poderiam aprender, mas não é útil em sua cultura, então eles nunca aprenderam".

"A pesquisa oferece provas de que as palavras que designam números são um conceito inventado pelas culturas humanas conforme a necessidade e não uma parte inerente da linguagem", disse Gibson.

Experimento
A pesquisa partiu de um estudo publicado em 2005 pelo lingüista Dan Everett, que viveu com os índios Pirahã entre 1997 e 2007.

A pesquisa de Everett dizia que a tribo tinha palavras para expressar a quantidade "um", "dois" e "alguns".

Gibson, no entanto, fez um experimento no qual a equipe apresentava um objeto ao índio e adicionava um novo objeto de cada vez até completarem 10.

Durante o processo, os pesquisadores pediam para que os índios contassem quantos objetos estavam expostos.

A equipe observou que a palavra que anteriormente foi identificada como se representasse o número "um" foi usada pelos Pirahã para expressar qualquer quantidade entre um e quatro.

Além disso, a palavra antes associada ao número "dois" foi usada pelos índios quando cinco ou seis objetos estavam expostos.

"Essas não são palavras para contar números. Elas significam quantidades relativas", afirmou Gibson.

Segundo ele, essa estratégia de contagem não havia sido observada antes, mas poderia ser encontrada em outras línguas na qual se usam as palavras um, dois e alguns para se contar.

A pesquisa de Gibson faz parte de um amplo projeto que investiga a relação entre a cultura da tribo Pirahã com sua cognição e linguagem, com base nos estudos do lingüista Dan Everett.
 
 

terça-feira, 15 de julho de 2008

Meu primeiro livro sobre Educação

Meus queridos amigos,
Acabo de publicar meu primeiro livro sobre Educação. Clicando no link, vocês poderão baixá-lo para o seu computador. Aguardo, ansiosamente, comentários!!!
Um grande abraço!
Dioney

Projeto Munduruku

Meus amigos,
Por favor, visitem o blog abaixo.
Um grande abraço!
:D
 

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Fw: Sugestões de pesquisa

 
----- Original Message -----
From: Isabel Cristina Ferreira
To:
Sent: Friday, July 11, 2008 3:58 PM
Subject: Sugestões de pesquisa


Olá,
repasso e-mail da minha orientadora com dicas de sites sobre leitura.
Bjs
Isabel

 
Se quiserem "passear pela Internet", vejam:
ENQUETE
Permite a construção de cenários e tendências sobre as práticas de leitura. Visite e responda e comente.
No ar uma enquete a respeito da frequência de interações pós-leitura de textos.
http://www.alb.com.br/pag_enquete.asp
LEITURIZANDO
4 super seções para o apoio pedagógico aos professores. Tem uma nova dica no ar!
http://www.alb.com.br/pag_apoioprofe.asp

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fw: CBNews - Um amigo se lembrou de você

http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_1/2008/07/09/noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=18252/noticia_interna.shtml
título: Aprovado projeto que proíbe call centers de incomodarem consumidor no DF
comentario: Já passava da hora de pararmos de ser incomodados por empresas chatas.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

o triste fim de um treinador arrogante

O relógio marca 00h55, de 3 de julho de 2008. Ouço foguetes, que não comemoram a vitória do fluminense, mas a sua derrota. Meus vizinhos gritam. Eu mesmo já gritei. Adeus, nense. Adeus, nense...
Meeeengo, meeeeengo!!!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Re: Asa Branca

Oi, Clotilde!
Fico muito feliz com suas palavras sobre raízes, um tema tão caro ao ensino e tão relegado a segundo plano. Deixei no meu perfil um vídeo do Pink Floy ("Another brick in the wall"), em que a escola tradicional é criticada por anular individualidades, renegar origens culturais e, principalmente, por criar uma massa amorfa de montes de carne humana sem autonomia de pensamento.
Obrigado também pelas palavras sobre aquisição de escrita. Ficaria muito grato em receber sua monografia.
Um grande abraço.
Dioney
 
----- Original Message -----
From: Clotilde Simplicio Belo Mazochi
To: Dioney
Sent: Tuesday, July 01, 2008 6:02 PM
Subject: Re: Asa Branca

Oi, Dioney,
Fico meio sem graça por ser algo mais pessoal, pois falar de Gonzagão é falar da minha gente, de quem eu sou. Mas não tem problema, pode divulgar. Já sinto mt orgulho em ser filha de nordestina/pernambucana, assim ficarei mais ainda. Quando vc diz q é importante trabalhar com alegria, defino que isso é trabalhar deixando bem claras nossas raízes. Gostei muito da discussão a respeito da letra cursiva. Fiz minha monografia de final de curso com a Maria Luíza e foi sobre aquisição da escrita. Trabalhei uns 3 anos com criança de 4 anos no CEIC, e realmente, partindo da minha leitura sobre esse tema e da minha prática, a criança desenvolve o traçado cursivo quando tem domínio da sua coordenação motora fina, isso se dá com muito manusei de massinhas e diversas outras atividades lúdicas, não podemos nos esquecer dessa palavra, lúdico. Já pensou como é difícil pra uma criança desenhar a caligrafia cursiva, ela exige muito mais coordenação que a caixa alta, a qual tem o traçado menos fino e é sempre a que dominamos primeiro. Sempre falei para os pais terem paciência que seus filhos "aprenderiam " a letra cursiva. É claro q não é só esperar e pronto, é importante intervir e estimular com manuseios de materiais diversos, jogos de desenhos e outros. Uma boa indicação é Cagliari. Só pq vc disse q iria divulgar os textos, agora tenho q me monitorar mais, rs,rs. mas é só até ficar mais à vontade, tá?
 
Abraço,
 
Clotilde

2008/7/1 Dioney
Oi, Clotilde!
Fico por demais feliz com suas boas-novas. Também tenho a coleção a que você se refere. É lindo!!! Amo Gonzação, amo o nordeste, amo o POVO BRASILEIRO e suas línguas maternas!!! Seja bem-vinda ao grupo. Adorei suas participações!
Obrigado pela confiança e por compartilhar a sua pedagogia conosco.
Um grande abraço!
Dioney
 
p.s.: Você me permitiria divulgar sua mensagem no meu blog?
 
----- Original Message -----
From: Clotilde Simplicio Belo Mazochi
To: Dioney
Sent: Tuesday, July 01, 2008 5:08 PM
Subject: Re: Asa Branca

Oi, Dioney,
 
Essa versão da música não contém a variação dialetal, bem como óio, fornaia. Mas tenho a coletânea do Gonzagão original, remasterizada, com três cds e um livro de sua vida. Não é por acaso, pois minha mãe é conterrânea dele, é de Exu- PE.Eram essas músicas q animavam nossas festas em família. Quando as ouço e as danço sinto como se elas saíssem da minha alma e das minhas veias. É interessante essa coisa da identidade, principalmente no q concerne à lingüística. Fiquei mt feliz quando vi q vc havia trabalhado essa música, pena q ainda não estava no curso. O q foi uma grande coincidência 'foi q dei uma prova com esse texto ainda este ano e chegando na UnB os colegas me mostraram seu material de aula. Pensei: "Tô no lugar certo e na hora certa", uma vez q ainda estava insegura em largar minhas turmas. Ah, tmbm já trabalhei 5 anos com educação Infantil e já fiz com as crianças uma apresentação belíssima com a música Asa Branca na versão com vários intérpretes, ah... foi no CEIC, na Candangolândia. Desculpe me alongar demais, mas me empolguei.
 
Abração,
 
Clotilde
 
 

 

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hamlet

25/5/2008 Dioney
Oi, Isabel!
Gostei da sua enquete, mas quando tento votar não funciona. Sobre subsídios, sugiro algumas leituras, como "Português ou Brasileiro" (M. Bagno) e "origens do português" (Naro & Scherre). A questão é que ninguém falou nesses termos ainda. Eu é que estou querendo abrir essa linha de trabalho, me baseando no seguinte:
1. o padrão é diferente do brasileiro, nossa língua materna;
2. o padrão não vai mudar tão cedo; logo, vamos continuar ensinando as regras de concordância, regência, colocação pronominal atípicas para nós;
3. com o ensino de padrão como segunda língua, podemos evitar a crise de línguas; continuamos a reconhecer nosso brasileiro e aprendemos o português padrão para situações específicas, em que ele é exigido;
4. evitamos a crise/angústia do aluno, que se vê sempre na seguinte posição: que língua que eu falo? eu não sei português? Ele pode até não saber português (padrão), mas brasileiro ele sabe muito bem; cabe, então, à escola, ensinar o português, sem interferir no brasileiro!
Abraços.
Dioney
 
----- Original Message -----
From: Isabel Cristina Ferreira
To: Dioney
Sent: Tuesday, June 24, 2008 6:43 PM
Subject: Ensino da língua padrão como 2ª língua

Olá Dioney,
 
gostaria de mais subsídios para explicar e argumentar com os meus cursistas a proposta de ensino da norma padrão como 2ª língua.
Fiz uma enquete no blog sobre o assunto e acabo de enviar e-mail aos cursistas falando superficialmente sobre o assunto e solicitando que votem, dê uma olhada e me diga se a enquete ficou bacana http://tessituraetextura.blogspot.com
Na quinta-feira eles vão comentar sobre o assunto e quero estar mais confiante.  Estou querendo um texto para a leitura inicial reflexivo e que sirva de mote para trabalhar suporte e domínio discursivo, você tem algo para me oferecer? Te aguardo, um grande abraço. Isabel

Asa Branca e A Volta a Asa Branca

 
 
Cara Josselita,
Muitíssimo obrigado pelos vídeos. São fantásticos e serão incorporados às minhas futuras aulas sobre o assunto.
Um grande abraço!
Dioney
 
p.s.: Convido a todos para passar pelo meu blog e entrar nas discussões quentes e interessantes que estão rolando lá (www.dioneygomes.blogspot.com) . Como estamos falando de blog, às vezes me verão escrevendo de maneira informal, linguagem possível para esse gênero textual, né Vângela?! Ainda estou aguardando seus comentários sobre o ensino de PSL a partir dos gêneros!!! Divina idéia!!!
p.s.2: Quem ainda não me escreveu, por favor o faça para eu repassar material e convidar para a minha página de Introdução à Lingüística no yahoo!!! :D (http://br.groups.yahoo.com/group/ilturmad/).
p.s.3: Josselita, eu tenho a "Volta da asa branca" cantada pelo Gonzagão. Envio em anexo!!! O mais interessante é que ele começa cantando Asa Branca e emenda com A Volta da Asa Branca. Mais interessante ainda, embora triste, é perceber o que o obrigaram a fazer com o seu sotaque. Vejam que ele altera boa parte dos seus traços regionais. Essa versão é de 1972, época em  que ele era obrigado pela pressão lingüística da classe média do Rio e de SP a "adequar" seu modo materno de falar ao que se considerava, erroneamente, como língua boa, a língua da elite sudestina, claro!!! Vale muito a reflexão e a comparação entre a versão original (de 1949) e essa!!! Curtam bastante, afinal o trabalho deve ser uma curtição saudável e alegre!!!
 
----- Original Message -----
From: JOSSELITA EVANGELISTA DA SILVA
To:
Sent: Monday, June 30, 2008 6:41 PM
Subject: Asa Branca
 

Olá,

encontrei estes vídeos no youtube e os utilizei junto com aquele material q o Dioney nos entregou na primeira aula dele, lembra? O primeiro vídeo apresenta o Luiz Gonzaga mostrando a Asa Branca, o motivo do nome e a música. O segundo mostra a música A volta da Asa Branca, composta alguns anos depois e q não é muito conhecida, o melhor que achei foi este com o Tom Zé, mas existem outros no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=u7mDEIH8dPw

http://www.youtube.com/watch?v=XI0PNxTHqwU

encaminho também as perguntas que foram formuladas e construidas com os cursistas no decorrer do curso até agora (é uma cópia do material que coloquei no e-mail deles)

Até mais,

Josselita.