segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coisa de pele...

Coisa de Pele

Podemos sorrir, nada mais nos impede
Não dá pra fugir dessa coisa de pele
Sentida por nós, desatando os nós
Sabemos agora, nem tudo que é bom vem de fora
É a nossa canção pelas ruas e bares
Nos traz a razão, relembrando palmares
Foi bom insistir, compor e ouvir
Resiste quem pode à força dos nossos pagodes
E o samba se faz, prisioneiro pacato dos nossos tantãs
E um banjo liberta da garganta do povo as suas emoções
Alimentando muito mais a cabeça de um compositor
Eterno reduto de paz, nascente das várias feições do amor
Arte popular do nosso chão...
É o povo que produz o show e assina a direção
Arte popular do nosso chão...
É o povo que produz o show e assina a direção

(Jorge Aragão E Acyr Marques)

http://www.youtube.com/watch?v=A4Vr6C_mXAE&feature=fvwrel

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tempo Tempo Tempo Tempo...

Oração ao Tempo

(Caetano Veloso)

 

És um senhor tão bonito quanto a cara dos meus filhos

Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido

Tempo Tempo Tempo Tempo

Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos

Tempo Tempo Tempo Tempo, entro num acordo contigo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Por seres tão inventivo e pareceres contínuo

Tempo Tempo Tempo Tempo, és um dos deuses mais lindos

Tempo Tempo Tempo Tempo

Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho

Tempo Tempo Tempo Tempo, ouve bem o que te digo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso

Tempo Tempo Tempo Tempo, quando o tempo for propício

Tempo Tempo Tempo Tempo

De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido

Tempo Tempo Tempo Tempo, e eu espalhe benefícios

Tempo Tempo Tempo Tempo

O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo

Tempo Tempo Tempo Tempo, apenas contigo e migo

Tempo Tempo Tempo Tempo

E quando eu tiver saído para fora do círculo

Tempo Tempo Tempo Tempo, não serei nem terás sido

Tempo Tempo Tempo Tempo

Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos

Tempo Tempo Tempo Tempo, num outro nível de vínculo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Portanto, peço-te aquilo e te ofereço elogios

Tempo Tempo Tempo Tempo nas rimas do meu estilo

Tempo Tempo Tempo Tempo

http://www.youtube.com/watch?v=NKhbxpV5lIs

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bela Cigana...

Bela Cigana

(Clara Nunes e João Nogueira)

Anda, retira de cima esse manto de medo
Abre essa mão que eu vou revelar um segredo
Vou, meu irmão, lhe ensinar beber água na fonte
Poder caminhar os caminhos do monte
Aonde amanhã novo sol vai nascer
É, nessa vida ninguém foge porque tem medo
É justamente o contrário, medrou quem fugiu
Vai, meu irmão, rasga as folhas do teu samba-enredo
Desvia teus barcos dos velhos rochedos
Mais tarde ou mais cedo me darás razão
E foi assim que me disse a bela cigana
De brincos de ouro, de porte de dama
De vida e de morte no fundo do olhar
Leu minha mão e rezou e levou meu dinheiro
Mas a tal cigana não sabe talvez
Tirou meu veleiro do fundo do mar

http://www.youtube.com/watch?v=vUW5YHLf2YI&feature=related

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Viva, Jorge; Jorge viva: enfrente o dragão Aqui e Agora, com coragem e força e deixe o Além pra depois!

O Paraíso

(Madredeus)

(Composição: Pedro Ayres Magalhães)

Subi a escada de papelão
Imaginada
Invocação
Não leva a nada
Não leva não
É só uma escada de papelão

Há outra entrada no Paraíso
Mais apertada
Mais sim senhor
Foi inventada
Por um anão
E está guardada
Por um dragão

Eu só conheço
Esse caminho
Do Paraíso

http://www.youtube.com/watch?v=2E3eiQYwuF8

Se Maomé não vem até a Montanha, a Montanha vai até Maomé!

Lulu: Tri-lacinho, tri-linda, tri-legal!
Barbaridade!!!
:D
 
p.s.: Aqui, eu posso inovar, renovar, desnovar a (des)ortografia à (la) (ma) vo(lo)nté, comme je le veux! A complexidade da significação é inoxidável ao olhar cartesiano!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A chegada de minha quarta filha acadêmica... Êta pai bobo, meu Deus...

Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística
Defesa Pública de Dissertação de Mestrado

Título:
"A atividade inferencial como estratégia de leitura a partir do ensino
da gramática"
Autor: Keyla Gonçalves de Lima

Comissão Examinadora:
Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes (UnB/LIP) - Orientador
Profa. Dra. Denise de Aragão Costa Martins (UnB)
Profa. Dra. Maria Luiza Sales Coroa (UnB/LIP)
Profa. Dra. Viviane Cristina de Sebba Ramalho (UnB/LIP) - Suplente

28 de fevereiro de 2011
10h

LOCAL: Sala de Eventos do LIP
ICC Norte, Módulo 20, Subsolo

Arroz com pequi

Cerrado, 23 de fevereiro de 2011. Nem me lembro da última vez em que comi arroz com pequi, mas sentia muita falta disso. Na verdade, tinha prometido para mim mesmo que não voltaria a provar desse prato, que aprendi a amar de uma forma toda especial... Mas, hoje, entrei em um restaurante de comida goiana e mineira ao lado de um dos meus filhos, o Heitor, que me apontou o arroz com pequi e disse gostar muito desse prato. Meu coração, primeiro, ficou apertadinho, mas depois relaxou, e eu também assumi o meu apreço por essa comida, por essa história de vida. Amo o Balbino, amo a D. Cláudia, pessoas lindas, maravilhosas, que me acolheram com muito carinho e amor durante muitos anos de minha vida. A eles, dedico este pequeno, mas significativo texto. Com carinho e saudade, Dioney

p.s.: Meus meninos da porteira têm avô e avó maternos também, nem que seja assim, em meu coração...

http://www.youtube.com/watch?v=jaYLzTs4mbY

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gira Girassol

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

(...)

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
(...)

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914

Filosofar barato antes de dormir (coucher)...

Pourquoi faire son lit si c'est pour ensuite le defaire en allant se coucher ?!

Preto Velho, Preto Forte: homenagem aos heróis brasileiros...

Preto Velho

(Tião Carreiro E Pardinho)


Perguntei ao preto velho
Por que chora, meu herói?
Preto velho respondeu
É meu coração que dói
Eu já fui bom candeeiro, Fui carreiro e fui peão
Já derrubei muito mato, e já lavrei muito chão
Com carinho carreguei...
Os filhos do meu patrão
Em troca do que eu fiz, só recebi ingratidão

Perguntei ao preto velho
Por que chora, meu heroi?
Preto velho respondeu
É meu coração que dói
Sempre chamei de senhor
Quem me tratou a chicote
Livrei meu patrão de cobra
Na hora de dar o bote
Eu sempre fui a Madeira
E o patrão foi o serrote
Sofri mais do que boi velho
Com a canga no cangote

Perguntei ao preto velho
Por que chora, meu heroi?
Preto velho respondeu
É meu coração que dói
Da terra tirei o ouro
Meu patrão fez seu anel
Mas agora estou velho
E meu patrão mais cruel
Está me mandando embora
Vou viver de del em del
O que me resta é esperar...
A recompensa do céu

http://www.youtube.com/watch?v=ILauiLTPQk0

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Voltando a Ogum: que boa surpresa...

Canto pra Ogum

   (Composição: Claudemir / Marquinho PQD)

Eu sou descendente zulu
Sou um soldado de ogum
Um devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre

(...)

Ogum
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais

Ogum
Ele vem de aruanda ele vence demanda de gente que faz

Ogum
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz

Ogum
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão

Ogum
É quem da confiança pra uma criança virar um leão

Ogum
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração

(...)

Andarei neste dia, nesta noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de São Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me peguem não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.

Salve Jorge!

http://www.youtube.com/watch?v=wwU9uT_ABdo&feature=related

Feliz aniversário...

Envelheço Na Cidade

                                 (IRA!)

(Composição: Edgard Scandurra )

Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu sei o que fazer

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade

Meus amigos, minha rua
As garotas da minha rua
Não sinto, não os tenho
Mais um ano sem você

As garotas desfilando
Os rapazes a beber
Já não tenho a mesma idade
Não pertenço a ninguém

Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

Feliz aniversário
Envelheço na cidade
Feliz aniversário
Envelheço na cidade

[Obs.: Fiz uma pequena alteração na letra; troquei um advérbio negativo por um advérbio positivo...]

http://www.youtube.com/watch?v=_r5fQRYL8_E

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Flor-Beija

Um beija,
Uma Flor,
Um doce,
Uma dor...

Contradição: viver é isso?

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morto de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morto de medo

Por que não me deixaste adormecido
E me indicaste o mar com que navio
E me deixaste , com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morto de frio.

Chico Buarque

http://www.youtube.com/watch?v=bJD39LatSiE&feature=related

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Caso Veron: indígenas vão depor em Português

 
Mordaça linguística!

Lulu e Dudu (sobrinho lindo), Mel e Bidu: rima feliz

Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range (...) dentro de mim. Só me conheço como sinfonia.

(Fernando Pessoa)

Um arfar conhecido X Um raio de luz do sol voltará a brilhar

Mel na Boca

(David Correia)

Oh, quanta mentira suportei neste teu cinismo de doçura
Pode parar com esta idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão
Pode parar com esta idéia de representação
Os bastidores se fecharam pra desilusão
É mentira! Cadê toda promessa de me dar felicidade?
Bota mel em minha boca, me ama, depois deixa saudade
Será que o amor é isso? Se é feitiço, vou jogar flores no mar
Um raio de luz do sol voltará a brilhar, que se apagou e
deixou noite em meu olhar
Um raio de luz do sol voltará a brilhar, que se apagou e
deixou noite em meu olhar

http://www.youtube.com/watch?v=Suekul2uu2w

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Reabrindo o blog: primeira vez...

Primeira vez na Livraria Cultura

Primeiro lanche cercado de livros

Primeira ida à UnB

Primeira foto com a princesa Lulu e medalhas no peito do vencedor de judó

Primeiro café expresso (eles gostaram!!!)

Primeira bicicleta do Heitor




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meus primeiros filhos acadêmicos...

banca da Lia.JPG
banca da Suiane.JPG
banca do Tiago.JPG

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Último post: "A última despedida ou Reaprendendo a amar..."

Le printemps est arrivé...

O amor me chamou de flor e disse que eu era alguém pra vida inteira...

Flor do Reggae

(Ivete Sangalo / Gigi / Fabinho O'Brian)

Um brilho de amor chegou
Na ilha inteira
E a lua que traz amor
É lua cheia
O grito de dor que vem
Do peito de quem amou alguém...

O reggae me traz saudades
De quem me beijou
E agora tá tão distante
Em outra ilha
O amor me chamou de flor
E disse que eu era alguém
Prá vida inteira...

Como se eu fosse flor
Você me cheira!
Como se eu fosse flor
Você me rega!
E nesse reggae eu vou
A noite inteira!
Porque morrer de amor
É brincadeira!...(2x)

Um brilho de amor chegou
Na ilha inteira
E a lua que traz amor
É lua cheia
O grito de dor que vem
Do peito de quem amou alguém...

O reggae me dá saudades
De quem me beijou
E agora tá tão distante
Em outra ilha
O amor me chamou de flor
E disse que eu era alguém
Prá vida inteira...

Como se eu fosse flor
Você me cheira!
Como se eu fosse flor
Você me rega!
E nesse reggae eu vou
A noite inteira!
Porque morrer de amor
É brincadeira!...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A BRAVE NEW WORLD

The Thin Line Between Love & Hate

                                              (Iron Maiden)

When a person turns to wrong, is it a want to be, belong?
Part of things at any cost, at what price a life is lost
At what point do we begin, fighter spirit a will to win
But what makes a man decide, take the wrong or righteous road
There's a thin line between love and hate
Wider divide that you can see between good and bad
There's a grey place between black and white
But everyone does have the right to choose the path that he takes
We all like to put the blame on society these days
But what kind of good or bad a new generation brings
Sometimes take just more than that to survive be good at heart
There is evil in some of us no matter what will never change
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
Just a few small tears between someone happy and one sad
Just a thin line drawn between being a genius or insane
At what age begin to learn of which way out we will turn
There's a long and winding road and the trail is there to burn
There's a thin line between love and hate
Wider divide that you can see between good and bad
There's a grey place between black and white
But everyone does have the right to choose the path that he takes
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
The thin line between love and hate
The thin line between love and hate

 

http://www.youtube.com/watch?v=PZs65QhhFrs

Tambor de crioula...

Singela homenagem ao Maranhão…

http://www.youtube.com/watch?v=zH1ktOV3l6Y
 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como eu te amei.

Fascinação

Os sonhos mais lindos sonhei.
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.

O teu corpo era luz, sedução,
Poema divino, cheio de esplendor.
Teu sorriso prendia, inebriava e entontecia.
Eras fascinação, amor.

Os sonhos mais lindos sonhei.
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.

O teu corpo era luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prendia, inebriava e entontecia.
Eras fascinação, amor.

http://www.youtube.com/watch?v=cjNFHV2mxAg&feature=player_embedded

Amar?

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

(Carlos Drummond de andrade)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para ser grande, sê inteiro

Se defendeu Suiane: se defendeu do medo, das limitações impostas pelas misérias de nossa sociedade desigual, se defendeu da academia, se defendeu do destino traçado. Traçou seu próprio destino, mostrou suas qualidades, sua perseverança, seu valor... Parabéns, mestra Suiane Bezerra da Silva!

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

(Fernando Pessoa)

 

 

Um abraço,
Dioney

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Flores para Tiago, com orgulho!

Hoje, defendeu Tiago, meu Tiago: Tiago de Aguiar Rodrigues. Sensível, gigante pela própria natureza, inconfundível com outros Thiagos... Mais um orgulho, mais um desafio vencido, mais um (ao menos mais um) sonho concretizado. Parabéns, meu Tiago. Você é prova de que a Educação enobrece sim, que a Ciência precisa dela, ela precisa de Educação. E todos nós precisamos de Flores, mesmo que se tornem plástico...

Apesar da gravata alvinegra de hoje em sua homenagem, te deixo um abraço rubro-negro, claro!

Flores

Titãs

(Composição: Tony Bellotto / Sérgio Britto / Charles Gavin / Paulo Miklos)

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Emailing: P06-02-11_14.29[2].jpg

JUVENTUDE

ÚNICA

LINDA

INDESCRITÍVEL

ADORÁVEL

SORRISOS...

Singela homenagem às Júlias de Tunico, Tristan, Val e Djalma. Na foto, a Juju mais novinha, a de Djalma.

http://www.dioneygomes.blogspot.com/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Três sorrisos negros...

 

 

Um sorriso negro, um abraço negro
Traz... felicidade
Negro sem emprego fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade
Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
negro é... a solução
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino é amor
Negro também é saudade... (um sorriso negro !)
http://www.youtube.com/watch?v=pxa6wBy2d9c&feature=player_embedded#at=20

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Equilíbrio distante

Hoje, a Lia defendeu: Eugênia Magnólia da Silva Fernandes. A minha primeira orientanda, a primeira mestra sob minha guarda... Que felicidade, que alegria, que sentimento de dever cumprido... Trabalho aplaudido, aprovado com louvor, pronto para publicação. Saí da UnB em direção ao Sebinho, lugar que me viu crescer academicamente, onde comprei inúmeros livros. Mas hoje não fui comprar livros. Fui almoçar em um ambiente que não conhecia bem, só de ouvir falar... Me sentei na mesa 09, meu número preferido. Pedi uma água com gás, uma taça de vinho tinto seco e um salmão... Que prato delicioso (não tanto como outros que já comi antes), um arroz com coco e castanha, um salmão coberto com gergelim... Mas não foi isso que mais me impressionou no Sebinho não. Enquanto esperava o prato, pousou em minha mesa uma borboletinha: um menino de olhos grandes, pele morena com as mãos cheias de gibis. Não me pediu licença e nem fez cerimônia. Amei a atitude dele. Simplesmente, pousou em minha mesa. Obviamente, comecei com as perguntas:

- Qual o teu nome?

- Jones.

- Quantos anos?

- 08.

- Cadê sua mãe?

- Tá ali, do outro lado da rua.

- Onde?

- Ali, naquele salão.

- O que ela faz?

- Massagem.

Pausa: a borboletinha se levantou e foi outros gibis. Voltou com um volume muito maior de livrinhos da alegria.

- Como chama o teu pai.

- Jones também.

- Ah. Cadê ele?

- Tá na fazenda.

- Você vê ele sempre?

- Não. Só às vezes.

Silêncio...

Meu prato chegou. Ele sorriu, se levantou e voou para o outro lado da rua.

Opa, hora de voltar pra UnB. Vou aplicar prova extra e dar orientação...

p.s.: Enquanto escrevia este texto real, ouvia o cd do Renato Russo: "Equilíbrio distante"...

"Quem sabe [e ama] faz a hora, não espera acontecer"

Esperança

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que precisamos continuar.
A certeza de que seremos
interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro.

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Defesa Pública deDissertação de Mestrado

Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística

Defesa Pública de Dissertação de Mestrado

Título:
"Buscando sentido para a pesquisa e o ensino de regência verbal: uma abordagem funcional-cognitiva"

Autor:
Tiago de Aguiar Rodrigues

Comissão Examinadora:
Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes (UnB/LIP) – Presidente
Profa. Dra. Veruska Ribeiro Machado (MEC)
Profa. Dra. Maria Luiza Sales Coroa (UnB/LIP)
Profa. Dra. Cibele Brandão de Oliveira (UnB/LIP) - Suplente

7 de fevereiro de 2011
14h

LOCAL: Auditório BCE

Fw: Defesa Pública deDissertação de Mestrado

 
Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística

Defesa Pública de Dissertação de Mestrado


Título:
"Estudo funcional-tipológico da transitividade verbal em Português do Brasil aplicado ao ensino"

Autor:
Suiane Bezerra da Silva

  Comissão Examinadora:
Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes (UnB/LIP) – Presidente
Profa. Dra. Orlene Lúcia Sabóia Carvalho (UnB/LIP)
Profa. Dra. Cibele Brandão de Oliveira (UnB/LIP)
Profa. Dra. Edna Cristina Muniz da Silva (UnB/LIP) - Suplente

8 de fevereiro de 2011
10h

LOCAL: Auditório da BCE

Olhe-se no Espelho...

(...)

- Lembrou-me vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do espelho, levantei os olhos, e...não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior. Essa alma ausente com a dona do sítio, dispersa e fugida com os escravos, ei-la recolhida no espelho. Imaginai um homem que, pouco a pouco, emerge de um letargo [cf. Dic. Aurélio, acepção 5], abre os olhos sem ver, depois começa a ver, distingue as pessoas dos objetos, mas não conhece individualmente uns nem outros; enfim, sabe que este é Fulano, aquele é Sicrano; aqui está uma cadeira, ali um sofá. Tudo volta ao que era antes do sono. Assim foi comigo. Olhava para o espelho, ia de um lado para outro, recuava, gesticulava, sorria e o vidro exprimia tudo. Não era mais um autômato, era um ente animado. Daí em diante, fui outro. Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e sentava-me diante do espelho, lendo olhando, meditando; no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este regime pude atravessar mais seis dias de solidão sem os sentir...

(...)

(O espelho, Machado de Assis)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fw: Defesa Pública deDissertação de Mestrado

Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística

Defesa Pública de Dissertação de Mestrado


Título:
"Expressões idiomáticas no Português do Brasil: análise funcional-tipológica e seu ensino no âmbito de segunda língua"

Autor:
Eugênia Magnólia da Silva Fernandes

  Comissão Examinadora:
Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes (UnB/LIP) – Presidente
Profa. Dra. Maria Luisa Ortiz Alvarez (UnB/LIP)
Profa. Dra. Maria Luisa Sales Coroa (UnB/LIP)
Profa. Dra. Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB/LIP) - Suplente

3 de fevereiro de 2011
10h

LOCAL: Auditório BCE

Um beijo, uma história de amor...

Acabo de ver o Bidu beijar a Mel enquanto ela tomava sol. Nunca imaginei que cães se beijassem. Me emocionei, pois me lembrei que um dia também  fui beijado tão calma e profundamente que até a minha alma se sentiu beijada...