segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Re: Processo Avaliativo: Convite

Luzia,
Obrigado por suas reflexões, que são bastante maduras. Destaco delas a importância de se evitar uma educação fordista, a importância de oferecer ao aluno a possibilidade real de participar do processo avaliativo e o culto à liberdade de expressão e de forma. Parabéns!
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
To: Dioney
Sent: Sunday, August 24, 2008 12:23 AM
Subject: RE: Processo Avaliativo: Convite


Avaliação é mesmo um tema inesgotável, não é Dioney?

Confesso que sua proposta soou meio estranha, talvez pela preocupação de que haja oportunista no processo dessa idéia (falo de forma ampla, imaginando sua idéia  já propagada e vivida  nas escolas e faculdades), mas depois percebi que não é possível  continuar tratando a avaliação como um processo isolado que faz com que as pessoas se transformam em  meras executoras passivas de atividades onde tudo se realiza mecanicamente, sem questionamentos.

Ainda hoje, muitos profissionais da educação quando pensam, falam ou agem  em torno de avaliação, lidam com esse objeto (motor da ação de um sujeito) como na era fordista  em que se avaliava pela produção em série, vivem a avaliação como o centro da aula, em torno da qual tudo gira,  produzindo  sensação de ameaça e autoritarismo.

Eu pergunto:

A quem essa avaliação beneficia?

A quem ela valoriza?

A quem ela interessa?

Que efeitos ela produz?

 Percebo  que essa é uma avaliação excludente, injusta, fruto de uma pedagogia dominante.

Daí eu concordo com a sua proposta. Penso ser interessante. Ela  abrirá  espaço para a quebra de paradigmas acerca desse assunto porque vai mexer no relacionamento interpessoal.

Quando se tem  oportunidade de refletir, socializar opiniões e amadurecer idéias,  a  avaliação ameaçadora e autoritária  se transforma em avaliação prazerosa e humana, a pedagogia da avaliação se transforma em pedagogia do ensino-aprendizado e o processo unilateral se transforma  em processo de conhecimento, de fato.

Só acrescento que , na minha opinião, não  seria bem dar liberdade ao aluno, mas sim levá-lo a refletir e perceber que  ele tem essa  liberdade e  a importância de fazer uso dela  de forma transparente...(entra aqui o "mexer no  relacionamento interpessoal" que citei antes).  

 

Espero não ter sido petulante em demasia.

 

Abraços!

 

Luzia

 





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Subject: Processo Avaliativo: Convite
Date: Sun, 17 Aug 2008 13:23:42 -0300

Meus queridos cursistas,
Na última aula do curso Alfabetização e Linguagem, pedi a vocês que me enviassem um convite para eu conhecer os seus respectivos "blogs", apesar de já conhecer a maioria. Para alguns, certamente soou estranho, pois a construção do "blog" foi a proposta de avaliação do curso, o que, obviamente, já me "autorizava" a entrar na página de cada um de vocês e avaliar o seu progresso. Porém, aquele meu pedido, num primeiro momento insólito e provocador, me fez pensar em algo interessante sobre o processo de avaliação. Agora, tenho consciência do meu objetivo, que é abrir uma reflexão sobre a possibilidade de dar ao aluno a liberdade de permitir ou não que o professor o avalie.
O que me dizem a esse respeito?
Um grande abraço!
Prof. Dioney
 
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
Sent: Saturday, August 16, 2008 8:23 AM
Subject: Convite

Oi Dioney!
 
É com carinho que  te convido para visitar e comentar meu blog sempre que quiser. Fique à vontade.
 
Abraços
 
Luzia
 
tecendocomaspalavras.blogspot.com


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Um comentário:

Thalita "Chan" Siqueira disse...

Falei sobre isso em uma aula hoje com alguns colegas. Nossas provas tradicionais têm sabor de tecnicismo, de uma leitura primária sem reflexão alguma, onde fazemos estudos dirigidos, cujas perguntas não nos fornecem subsídios para um pensamento mais amplo e as respostas válidas são aquelas já escritas no texto. Sempre me perguntei, quando fazia esse tipo de trabalho na escola, se não estaria plagiando o autor do livro ao reponder uma prova, pois a resposta tinha de ser igual a dele, caso contrário, pontos eram decontados e "ai daquele que reclamasse". Ainda bem que podemos contar com pessoas de mente aberta dipostas a dividir conosco um pouquinho das maravilhas da arte de instruir/construir. Parabéns ao Prof. Dioney e aos maravilhosos alunos do CFORM! Obrigada por dividirem seu conhecimento nesses blogs. Abraço, Thalita.