terça-feira, 30 de setembro de 2008

Fw: O USO DA "Ç" EM MUÇARELA

Em tempos de mudanças na ortografia, que são extremamente questionáveis do ponto de vista do Letramento, segue um texto para reflexão sobre a grafia das palavras, a qual NÃO faz parte do sistema lingüístico natural de um povo...
Abraços.
Dioney
 
Sent: Tuesday, September 30, 2008 12:21 PM
Subject: O USO DA "Ç" EM MUÇARELA



O USO DA "Ç" EM MUÇARELA
É muçarela. Assim, com ç. Ou mozarela. O assunto foi questão de concurso promovido pela prefeitura de Jundiaí. Ninguém acertou. Candidatos a vaga no serviço público recorreram. Foram a especialistas e tribunais. Em vão. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e os Aurélios da vida registram a forma exigida pelo gabarito.

Até então, a polêmica estava restrita à cidade paulista. Com a divulgação, ganhou notoriedade. Leitores de Europa, França e Bahia reagiram. Alguns ameaçam cancelar a assinatura do jornal caso as colunas insistam com a escrita estranha. Outros passaram a fiscalizar cardápios de pizzarias. Se o menu desobedece ao paizão, os fiscais da língua têm duas respostas. Uma: exigem a correção. A outra: ameaçam não pagar a conta. Há, também, os desgostosos. É o caso do editor Leozinho:

– Muçarela com ç? Cruz-credo! Tira a graça da pizza.
O Luiz, colega do Leozinho, radicalizou:
– Desde que soube da novidade, deixei de comer pizza.
Preocupados com a repercussão no comércio e na dieta dos brasileiros, os editores suplicaram:
– Pelo bem de todos e felicidade geral de pizzaiolos e comilões, repita a coluna. Assim, ficará clara uma verdade.

A grafia é convenção. Não interfere no sabor da delícia que veio da Itália e virou preferência nacional.

Pedido de chefe é ordem. Como diz o outro, manda quem pode. Obedece quem tem juízo. Eis o repeteco.

Concurseiros em polvorosa

Os concursos estão em alta. Com razão. Submeter-se a processo seletivo é a forma mais democrática de conseguir emprego. Os aprovados entram no serviço público pela porta da frente. É uma glória. Adeus, pistolão! Adeus, favores políticos! Outro dia, a Prefeitura de Jundiaí abriu concurso para o cargo de educador social. A turma ficou em polvorosa. Varou noites e noites debruçada nos livros. No dia da prova, estava afiada que só. Mas uma questão levantou polêmica na cidade. Cobrava a grafia correta do queijo que faz a festa das pizzas. Qual é ela?

a. Mussarela
b. muçarela

A polêmica

Segundo o dicionário Houaiss, a grafia correta é com ç. (Também existe a forma mozarela.) Estranheza e revolta tomaram conta do candidatos. Pelo menos 50 participantes entraram com recurso para reclamar da questão. Mas as queixas provavelmente serão vãs. João Celso Neto dá notícias do vaivém da polêmica.

Autor do livro Gramática do português culto falado no Brasil e professor de língua portuguesa da USP, Ataliba Castilho estranhou a grafia da palavra com ç. "Eu mesmo achei que fosse com ss. Sempre escrevi e li desse jeito. Estou surpreso", disse. O professor fez questão de consultar o Houaiss para constatar que sua antiga "mussarela" estava errada.

Para ele, a confusão é comum devido à origem do vocábulo. "Em italiano, ele é escrito mozzarella, com zz, por isso as pessoas costumam fazer a tradução do jeito mais próximo ao cotidiano.

Mas a palavra já foi aportuguesada", explicou. Castilho deu exemplo da palavra pizza, que, diferentemente do queijo, mantém a grafia italiana.

Poucos entendem tanto de queijo quanto Severino do Ramo Santos Soares, 33 anos. Há 15 anos ele trabalha como pizzaiolo e manuseia cerca de 40 quilos de muçarela por dia. "Nunca tinha ouvido falar que é com ç. Nos cardápios dos lugares em que trabalhei sempre estava com ss e, graças a Deus, ninguém reclamou. Nem da gramática, nem do gosto da minha muçarela", brincou.

O gerente do restaurante Vesúvio, Rogério Antônio Fuziger, também estranhou a forma correta. Em sua pizzaria, o cardápio informa "mussarela", do jeito considerado errado. "Ninguém disse nada. Até poderia mudar e colocar com 'ç'. Mas aí sim o pessoal iria reclamar", brincou.

É isso, leitor. A língua tem razões que a própria razão desconhece.

Recado

"A linguagem tem de vestir roupa domingueira."
Guimarães Rosa


--
Mirley Piretti


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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tipológica? Com Gelo, Por Favor!

Olá a todos!
Abaixo, mais uma fonte de troca de conhecimento e de energia positiva.
Abraços.
Dioney
 
http://sintaxeavancada.blogspot.com/

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fw: dioney lhe enviou uma matéria do G1

 
----- Original Message -----
From: dioney
Sent: Tuesday, September 16, 2008 11:11 PM
Subject: dioney lhe enviou uma matéria do G1

G1
Olá dioney98@unb.br,
Esta reportagem foi enviada por dioney (dioney98@unb.br)



16/09/2008 16:29
Pesquisador diz ter ensinado baleia a se comunicar
A baleia Nack consegue identificar três objetos, cada um com um som diferente.


Link da reportagem:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL762083-5603,00.html

Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Fw: Veja detona Paulo Freire

Cara Isabel,
 
Seu texto traz questões cruciais para os dias de hoje:
1. falta de competência leitora;
2. falta de amor ao próximo;
3. falta de bom senso, enfim.
 
Sobram:
1. alienados;
2. egoístas; e
3. irresponsáveis, como as jornalistas que assinaram a matéria!
 
Um abraço.
Dioney
 
----- Original Message -----
To: Dioney
Sent: Tuesday, September 16, 2008 3:31 PM
Subject: Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Fw: Veja detona Paulo Freire

Caro Dioney,

 Já faz um bom tempo que deixei a Veja de lado; politicagem desmedida, propangandas sem ter fim e, sobretudo a ideologia presente. É uma pena que um veículo tão poderoso se preste a tal papel, somente uma pessoa alienada e sem noção, poderia escrever tamanha bobagem, dada a relevância de Paulo Freire para nós, brasileiros. Eu ainda me indigno com o fato de nos depreciarmos tanto, por que estabelecer uma comparação entre Einstein e Paulo Freire? Ambos são brilhantes e contribuíram de modo significativo para um mundo melhor.
 Paulo Freire é nosso, é produto nacional, sua obra é indiscutível, seus ensinamentos são referência do que há de mais positivo em educação, deu certo, dá certo e nos guia ainda hoje ( e nos guiará sempre).
Quando nos deparamos com reportagens carregadas de preconceito e desconhecimento nos certificamos da necessidade de sermos leitores competentes, textos assim confirmam o baixo nível de letramento da nossa população e representam um perigo real para aqueles que buscam conhecimento por meio de periódicos descompromissados.  Falta-nos competência leitora, pois se a temos criticamos, não aceitamos e reagimos. Parte desse despautério a que somos submetidos diariamente, creio eu, deve-se ao fato de nós mesmos aceitarmos passivamente( sem argumentação) o que é imposto, inclusive dizendo amém, como muitos fizeram ao ler a reportagem na Veja. Parafraseando as sábias palavras de Freire, não háverá diálogo sem amor, falta-nos amor por nós mesmos e pelos outros principalmente pelo produto nacional. O amor faz com que nos respeitemos e nos aceitemos, faltou amor, faltou amor à jornalista, pois se conhecesse um pouco de Paulo Freire e a importância do seu legadado para a educação brasileira jamais teria escrito o que escreveu.
Professor perdoe-me! O meu e-mail ficou como uma carta,rs, é que eu fiquei indignada, fico feliz por não considerar Veja dispensável.
Abraços, Isabe

Fw: Veja detona Paulo Freire

 
----- Original Message -----
From: Ricardo Tadeu
To: Dioney
Sent: Monday, September 15, 2008 3:17 PM
Subject: Veja detona Paulo Freire

Impressionante o que a Veja faz. Representa o que há de pior na imprensa brasileira.

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=633

[]s

--
Minha chave pública PGP para criptografia e verificação de assinatura digital está aqui:

http://www.rnp.br/keyserver/pks/lookup?op=get&search=0x3918BB2CC5F49E4B

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

TICKET No: 20511465463-7644

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Fw: Indicação de página

 
----- Original Message -----
Sent: Monday, September 08, 2008 4:04 PM
Subject: Indicação de página

Olá dioney,

Seu amigo(a) Dioney Gomes indicou uma página para você.

Convite: texto
http://jfreirecosta.sites.uol.com.br/entrevistas/com_o_autor/homossexualismo.html

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Fw: O Grande Ditador

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 27, 2008 11:34 PM
Subject: O Grande Ditador

 
Caro Professor,
Abaixo segue o discurso final de "O Grande Ditador" (1940) de Charles Chaplin.
É um belíssimo discurso e poderia ser usado como inspiração para o pessoal do CFORM.
Não sei, mas tenho o costume de ligar textos como esse à educação.
Mas esse, de fato, pode ser utilizado para tal fim.
Deixei a cópia do Fiorin no seu scaninho.
 
Até depois,
Thalita =}}


 
"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
 
Então, dirige-se a Hannah :
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!." 


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Fw: O Grande Ditador

 
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, August 27, 2008 11:34 PM
Subject: O Grande Ditador

 
Caro Professor,
Abaixo segue o discurso final de "O Grande Ditador" (1940) de Charles Chaplin.
É um belíssimo discurso e poderia ser usado como inspiração para o pessoal do CFORM.
Não sei, mas tenho o costume de ligar textos como esse à educação.
Mas esse, de fato, pode ser utilizado para tal fim.
Deixei a cópia do Fiorin no seu scaninho.
 
Até depois,
Thalita =}}


 
"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
 
Então, dirige-se a Hannah :
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!." 


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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Fw: Artigo do Professor Fiorin

Recomendo a leitura.
Com atenção,
Prof. Dioney
 
----- Original Message -----
To: Dioney
Sent: Monday, August 25, 2008 7:48 PM
Subject: Artigo do Professor Fiorin


Caro Professor,
 
Já está disponível para download o arquivo contendo o artigo do Professor Fiorin.
O link é o seguinte:
 
http://rapidshare.com/files/140101884/Artigo_do_professor_Fiorin.rar.html
 
A pasta está compactada na extensão ".rar", basta apenas usar o descompactador e ler os arquivos.
São 22 páginas, se não me engano.
Qualquer problema com as digitalizações, me avise.
 
Thalita

____________________________________________________________________ .
"
A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória.
As palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial,
o adjetivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase"


*Charles Baudelaire*





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Re: Processo Avaliativo: Convite

Luzia,
Obrigado por suas reflexões, que são bastante maduras. Destaco delas a importância de se evitar uma educação fordista, a importância de oferecer ao aluno a possibilidade real de participar do processo avaliativo e o culto à liberdade de expressão e de forma. Parabéns!
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
To: Dioney
Sent: Sunday, August 24, 2008 12:23 AM
Subject: RE: Processo Avaliativo: Convite


Avaliação é mesmo um tema inesgotável, não é Dioney?

Confesso que sua proposta soou meio estranha, talvez pela preocupação de que haja oportunista no processo dessa idéia (falo de forma ampla, imaginando sua idéia  já propagada e vivida  nas escolas e faculdades), mas depois percebi que não é possível  continuar tratando a avaliação como um processo isolado que faz com que as pessoas se transformam em  meras executoras passivas de atividades onde tudo se realiza mecanicamente, sem questionamentos.

Ainda hoje, muitos profissionais da educação quando pensam, falam ou agem  em torno de avaliação, lidam com esse objeto (motor da ação de um sujeito) como na era fordista  em que se avaliava pela produção em série, vivem a avaliação como o centro da aula, em torno da qual tudo gira,  produzindo  sensação de ameaça e autoritarismo.

Eu pergunto:

A quem essa avaliação beneficia?

A quem ela valoriza?

A quem ela interessa?

Que efeitos ela produz?

 Percebo  que essa é uma avaliação excludente, injusta, fruto de uma pedagogia dominante.

Daí eu concordo com a sua proposta. Penso ser interessante. Ela  abrirá  espaço para a quebra de paradigmas acerca desse assunto porque vai mexer no relacionamento interpessoal.

Quando se tem  oportunidade de refletir, socializar opiniões e amadurecer idéias,  a  avaliação ameaçadora e autoritária  se transforma em avaliação prazerosa e humana, a pedagogia da avaliação se transforma em pedagogia do ensino-aprendizado e o processo unilateral se transforma  em processo de conhecimento, de fato.

Só acrescento que , na minha opinião, não  seria bem dar liberdade ao aluno, mas sim levá-lo a refletir e perceber que  ele tem essa  liberdade e  a importância de fazer uso dela  de forma transparente...(entra aqui o "mexer no  relacionamento interpessoal" que citei antes).  

 

Espero não ter sido petulante em demasia.

 

Abraços!

 

Luzia

 





From: dioney98@unb.br
To: dioney98.letramento@blogger.com
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Subject: Processo Avaliativo: Convite
Date: Sun, 17 Aug 2008 13:23:42 -0300

Meus queridos cursistas,
Na última aula do curso Alfabetização e Linguagem, pedi a vocês que me enviassem um convite para eu conhecer os seus respectivos "blogs", apesar de já conhecer a maioria. Para alguns, certamente soou estranho, pois a construção do "blog" foi a proposta de avaliação do curso, o que, obviamente, já me "autorizava" a entrar na página de cada um de vocês e avaliar o seu progresso. Porém, aquele meu pedido, num primeiro momento insólito e provocador, me fez pensar em algo interessante sobre o processo de avaliação. Agora, tenho consciência do meu objetivo, que é abrir uma reflexão sobre a possibilidade de dar ao aluno a liberdade de permitir ou não que o professor o avalie.
O que me dizem a esse respeito?
Um grande abraço!
Prof. Dioney
 
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
Sent: Saturday, August 16, 2008 8:23 AM
Subject: Convite

Oi Dioney!
 
É com carinho que  te convido para visitar e comentar meu blog sempre que quiser. Fique à vontade.
 
Abraços
 
Luzia
 
tecendocomaspalavras.blogspot.com


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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fw: Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

 
----- Original Message -----
To: Dioney
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:24 PM
Subject: Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.


Caro Professor Dioney,
Fiquei simplesmente boba ao ler o que a Tamar escreveu.
Hoje estava lendo um texto sobre o ensino de português na escola e fiquei pensando como nós somos podados por uma instituição que deveria nos deixar crescer além do alcance das vistas.
Fiquei maravilhada!
Que todos do CFORM tenham idéias assim e as passe adiante. Os futuros professores agradecem!
=)
 
Thalita.
____________________________________________________________________ .
"Atiramos o passado no abismo, mas não nos inclinamos para ver se ele está bem morto."


*William Shakespeare*




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Subject: Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.
Date: Thu, 21 Aug 2008 08:43:42 -0300

Tamar,
Parabéns por sua reflexão. Estamos sim vivendo uma quebra de paradigmas, e isso assusta muito. Daqui a pouco, perceberemos que os blogs são lugares de construção e não de destruição do conhecimento. Como visitante, me sentirei confortável. No CFORM, lido com professores exclusivamente. Isso é fantástico para mim. Ali estamos em um espaço de livre circulação de idéias e propostas. É o momento de todos nós juntarmos nossas forças docentes e mudarmos o mundo à nossa volta sim. Cada um de nós tem muita gente sob sua responsabilidade. Que "gente"? Professores!!! Somos modelos de modelos de modelos que os alunos vão imitar em alguma medida, de acordo com a mimese aristotélica (cf. A poética, de Aristóteles). E o que queremos que os alunos sejam?
Em sua mensagem, aparece um ideal fora de série: o conhecimento como opção e a exposição dos resultados como algo prazeroso. Aí entramos em uma discussão que não cabe em um e-mail, mas merece toda a atenção do mundo. Escreva um texto sobre isso. Traga, se quiser, mais pontos para nos mostrar, com prazer, o produto da construção do seu conhecimento.
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:04 AM
Subject: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Professora Tamar Rabelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Processo Avaliativo: Convite":

Dioney...

Estive pensando nessa proposta. Há várias possibilidades implícitas nessa questão:
1- estamos acostumados a sermos cobrados, no tocante aos instrumentos avaliativos, isso quebra um paradgma.
2 toda quebra de paradigma leva a uma desestruturação incial e gera milhares de problemas, simbólicos, é claro, mas estamos amoldados ás regras.
3- se por um lado a publicidade do resultado do conhecimento que produzimos é essencial, por outro temos medo de ousar.

De tudo isso, como já disse no e-mail, uma coisa ficou colada na minha cabeça.

O conhecimento deveria ser construído de forma opcional e as pessoas deveriam ter prazer em expor o resultado de suas descobertas, não esperarem uma imposição de um instrumento avaliativo qualquer para apresentarem o que sabem a fim de ser mensurado.

Por essa e por outras idéias, eu admiro suas tiradas, acho que elas são bem pensadas, no sentido de que os problemas que cercam a educação estão latentes no seu discurso, no seu fazer. É reconfortante saber que na Academia existem pessoas que estão preocupadas com causas mais importates que as suas próprias e isso me faz sentir vontade de continuar.

Por essas e por outroas, você será um hóspede sempre bem vindo no meu espaço virtual.

Tamar

Postado por Professora Tamar Rabelo no blog Alfabetização, Letramento e Transformação em 21 de Agosto de 2008 02:04


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Re: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Tamar,
Parabéns por sua reflexão. Estamos sim vivendo uma quebra de paradigmas, e isso assusta muito. Daqui a pouco, perceberemos que os blogs são lugares de construção e não de destruição do conhecimento. Como visitante, me sentirei confortável. No CFORM, lido com professores exclusivamente. Isso é fantástico para mim. Ali estamos em um espaço de livre circulação de idéias e propostas. É o momento de todos nós juntarmos nossas forças docentes e mudarmos o mundo à nossa volta sim. Cada um de nós tem muita gente sob sua responsabilidade. Que "gente"? Professores!!! Somos modelos de modelos de modelos que os alunos vão imitar em alguma medida, de acordo com a mimese aristotélica (cf. A poética, de Aristóteles). E o que queremos que os alunos sejam?
Em sua mensagem, aparece um ideal fora de série: o conhecimento como opção e a exposição dos resultados como algo prazeroso. Aí entramos em uma discussão que não cabe em um e-mail, mas merece toda a atenção do mundo. Escreva um texto sobre isso. Traga, se quiser, mais pontos para nos mostrar, com prazer, o produto da construção do seu conhecimento.
Um grande abraço!
Dioney
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, August 21, 2008 2:04 AM
Subject: [Alfabetização, Letramento e Transformação] Processo Avaliativo: Convite tem um comentário novo.

Professora Tamar Rabelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Processo Avaliativo: Convite":

Dioney...

Estive pensando nessa proposta. Há várias possibilidades implícitas nessa questão:
1- estamos acostumados a sermos cobrados, no tocante aos instrumentos avaliativos, isso quebra um paradgma.
2 toda quebra de paradigma leva a uma desestruturação incial e gera milhares de problemas, simbólicos, é claro, mas estamos amoldados ás regras.
3- se por um lado a publicidade do resultado do conhecimento que produzimos é essencial, por outro temos medo de ousar.

De tudo isso, como já disse no e-mail, uma coisa ficou colada na minha cabeça.

O conhecimento deveria ser construído de forma opcional e as pessoas deveriam ter prazer em expor o resultado de suas descobertas, não esperarem uma imposição de um instrumento avaliativo qualquer para apresentarem o que sabem a fim de ser mensurado.

Por essa e por outras idéias, eu admiro suas tiradas, acho que elas são bem pensadas, no sentido de que os problemas que cercam a educação estão latentes no seu discurso, no seu fazer. É reconfortante saber que na Academia existem pessoas que estão preocupadas com causas mais importates que as suas próprias e isso me faz sentir vontade de continuar.

Por essas e por outroas, você será um hóspede sempre bem vindo no meu espaço virtual.

Tamar

Postado por Professora Tamar Rabelo no blog Alfabetização, Letramento e Transformação em 21 de Agosto de 2008 02:04

domingo, 17 de agosto de 2008

Processo Avaliativo: Convite

Meus queridos cursistas,
Na última aula do curso Alfabetização e Linguagem, pedi a vocês que me enviassem um convite para eu conhecer os seus respectivos "blogs", apesar de já conhecer a maioria. Para alguns, certamente soou estranho, pois a construção do "blog" foi a proposta de avaliação do curso, o que, obviamente, já me "autorizava" a entrar na página de cada um de vocês e avaliar o seu progresso. Porém, aquele meu pedido, num primeiro momento insólito e provocador, me fez pensar em algo interessante sobre o processo de avaliação. Agora, tenho consciência do meu objetivo, que é abrir uma reflexão sobre a possibilidade de dar ao aluno a liberdade de permitir ou não que o professor o avalie.
O que me dizem a esse respeito?
Um grande abraço!
Prof. Dioney
 
 
----- Original Message -----
From: Luzia dias
Sent: Saturday, August 16, 2008 8:23 AM
Subject: Convite

Oi Dioney!
 
É com carinho que  te convido para visitar e comentar meu blog sempre que quiser. Fique à vontade.
 
Abraços
 
Luzia
 
tecendocomaspalavras.blogspot.com


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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Biblioteca Virtual das Ciências da Linguagem

Prezados colegas,

É com prazer que anuncio o lançamento da bvCLB - Biblioteca Virtual das
Ciências da
Linguagem no Brasil, com textos de referência para a história do conhecimento
lingüístico no Brasil, disponível no endereço
http://www.labeurb.unicamp.br/bvclb

O acervo está constituído, inicialmente, de obras gramaticais e
lexicográficas de
português, em sua maioria da segunda metade do século XIX e inícios do
século XX,
além de outros textos sobre a questão da língua nacional no Brasil desse
período.

A bvCLB é resultado de um projeto em história comparativa das ciências
desenvolvido
no Laboratório de Estudos Urbanos - Labeurb/Nudecri, da UNICAMP, em
conjunto com
pesquisadores do Institut de Linguistique et Sciences du Langage e do
Centre de
recherche en histoire et epistémologie comparée de la linguistique
d'Europe centrale
et orientale - CRECLECO, da Universidade de Lausanne - UNIL (Suíça), e com a
colaboração de uma equipe do Instituto de Estudos da Linguagem - IEL, da
Unicamp,
vinculada ao Programa História das Idéias Lingüísticas no Brasil - HIL.

O objetivo da bvCLB é constituir um instrumento que, pelo próprio formato,
sustente
a pesquisa comparativa e, ao mesmo tempo, torne disponíveis textos
importantes, mas
muitas vezes mal conhecidos ou de difícil acesso, para a história do
conhecimento
lingüístico no Brasil.

Para tanto, a bvCLB está concebida como uma página "em espelho" com uma
página
eletrônica elaborada pela equipe da UNIL, com textos fundamentais para a
história da
lingüística eslava, à qual estará articulada por meio de um sistema comum
de buscas
multilíngüe, apoiado na elaboração de palavras-chaves em português, russo,
francês,
inglês, e de resumos das obras na língua original e em inglês.

A página eletrônica e o sistema de buscas ainda estão em construção, mas já é
possível ter acesso ao texto integral de 38 obras, dentre as quais três
edições da
primeira gramática brasileira do português, de Julio Ribeiro, publicada
inicialmente
em 1881.

O acesso à bvCLB é livre e gratuito, bastando cadastrar-se.

Esperamos sua visita e sugestões

Carolina Rodríguez-Alcalá
Coordenadora da bvCLB
Pesquisadora do Labeurb/Nudecri- Unicamp
____________ ________

bvCLB - Biblioteca Virtual das Ciências da Linguagem no Brasil
http://www.labeurb . unicamp.br/ bvclb
Projeto desenvolvido no Laboratório de Estudos Urbanos - Labeurb
Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade - Nudecri
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp
http://www.labeurb . unicamp.br/

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fw: Eugenia

 
----- Original Message -----
From: Rodrigo Tristan Lourenco
 
Sent: Wednesday, July 23, 2008 1:22 PM
Subject: Eugenia

Quando eu ainda tinha fé no ser humano, achando que somos bons por natureza, com alguns desvios, e em geral fazemos boas escolhas (isso foi ontem), eu discuti com o Tota e disse que não, a eugenia ainda está longe de virar algo corriqueiro, pois o ser humano não era tão estupido.
Tota, minhas desculpas. Vc estava certo. Somos todos imbecis...
Vejam vcs mesmos: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL688383-5603,00-REDE+SOCIAL+USA+DNA+PARA+ENCONTRAR+AMOR+PERFEITO+PELA+INTERNET.html

Saudades dos tempos em que os loucos comiam merda e queimavam dinheiro...

Mas não trago só tristeza. Vejam esse vídeo e procurem as outras partes.
Made in Bsb...
http://youtube.com/watch?v=ecF-_3ZtFQo

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fw: Natureza Humana: Tribo da Amazônia contradiz noção de que contar é capacidade "inata"

 

 
 

Tribo da Amazônia contradiz noção de que contar é capacidade 'inata'

A língua falada por uma tribo amazônica que não tem palavras para designar números contradiz a noção de que o ato de contar seria inerente à capacidade cognitiva de seres humanos, afirma um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).

A língua da tribo Pirahã, que vive às margens do rio Maici, em Rondônia, vem sendo estudada há vários anos por suas características singulares. 
 
No estudo recente, publicado na revista científica Cognition, o professor Edward Gibson afirma que os Pirahã não têm palavras para expressar o conceito de "um" ou de outros números específicos.

Segundo a pesquisa, a tribo teria apenas expressões para designar quantidades relativas, como "muitas", "poucas" ou "algumas".

De acordo com Gibson, é comum assumir que contar é uma parte inata da capacidade cognitiva humana, mas "aqui está um grupo que não conta.

Eles poderiam aprender, mas não é útil em sua cultura, então eles nunca aprenderam".

"A pesquisa oferece provas de que as palavras que designam números são um conceito inventado pelas culturas humanas conforme a necessidade e não uma parte inerente da linguagem", disse Gibson.

Experimento
A pesquisa partiu de um estudo publicado em 2005 pelo lingüista Dan Everett, que viveu com os índios Pirahã entre 1997 e 2007.

A pesquisa de Everett dizia que a tribo tinha palavras para expressar a quantidade "um", "dois" e "alguns".

Gibson, no entanto, fez um experimento no qual a equipe apresentava um objeto ao índio e adicionava um novo objeto de cada vez até completarem 10.

Durante o processo, os pesquisadores pediam para que os índios contassem quantos objetos estavam expostos.

A equipe observou que a palavra que anteriormente foi identificada como se representasse o número "um" foi usada pelos Pirahã para expressar qualquer quantidade entre um e quatro.

Além disso, a palavra antes associada ao número "dois" foi usada pelos índios quando cinco ou seis objetos estavam expostos.

"Essas não são palavras para contar números. Elas significam quantidades relativas", afirmou Gibson.

Segundo ele, essa estratégia de contagem não havia sido observada antes, mas poderia ser encontrada em outras línguas na qual se usam as palavras um, dois e alguns para se contar.

A pesquisa de Gibson faz parte de um amplo projeto que investiga a relação entre a cultura da tribo Pirahã com sua cognição e linguagem, com base nos estudos do lingüista Dan Everett.
 
 

terça-feira, 15 de julho de 2008

Meu primeiro livro sobre Educação

Meus queridos amigos,
Acabo de publicar meu primeiro livro sobre Educação. Clicando no link, vocês poderão baixá-lo para o seu computador. Aguardo, ansiosamente, comentários!!!
Um grande abraço!
Dioney