terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fw: Defesa Pública deDissertação de Mestrado

Universidade de Brasília
Programa de Pós-Graduação em Linguística

Defesa Pública de Dissertação de Mestrado


Título:
"Expressões idiomáticas no Português do Brasil: análise funcional-tipológica e seu ensino no âmbito de segunda língua"

Autor:
Eugênia Magnólia da Silva Fernandes

  Comissão Examinadora:
Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes (UnB/LIP) – Presidente
Profa. Dra. Maria Luisa Ortiz Alvarez (UnB/LIP)
Profa. Dra. Maria Luisa Sales Coroa (UnB/LIP)
Profa. Dra. Stella Maris Bortoni-Ricardo (UnB/LIP) - Suplente

3 de fevereiro de 2011
10h

LOCAL: Auditório BCE

Um beijo, uma história de amor...

Acabo de ver o Bidu beijar a Mel enquanto ela tomava sol. Nunca imaginei que cães se beijassem. Me emocionei, pois me lembrei que um dia também  fui beijado tão calma e profundamente que até a minha alma se sentiu beijada...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um Beija-Flor...

"Um Beija-Flor se equilibra diante do meu rosto,

me olha nos olhos e sussurra assim:

- Homem..., tudo, tudo em ti deve ser sonho... [...]"

                         (N a floresta, Os três Reinos, Gustavo de Castro)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Pior Morte...

A pior morte é aquela que não aconteceu fisicamente...
É aquela interna,

quando você sente que algo morreu em você ou em alguém...
E não há absolutamente nada

que você possa fazer pra mudar isso...
Esta talvez seja a perda mais doída e mais dura....
Pois é mais difícil seguir adiante

quando você não enterra

e não pranteia esse tipo de corpo...
(Solbarreto)

 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ilusão > Super-ação > Arthur e Heitor

Ilusión

(Marisa Monte/Julieta Venegas)

Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi

Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella
No supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz

(Não tenho) a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz

Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue para siempre...

http://www.youtube.com/watch?v=Cd2mcbMsoeE

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR

Que (...) eu não perca o Romantismo,

mesmo eu sabendo que as rosas não falam.

Que eu não perca o Otimismo,

mesmo eu sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre

Que eu não perca a Vontade de Viver,

mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa....

Que eu não perca a vontade de ter Grandes Amigos,

mesmo sabendo que, com  as voltas do mundo,

eles acabam indo embora de nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,

mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,

reconhecer e retribuir essa ajuda.

Que eu não perca o Equilíbrio,

mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.

Que eu não perca a vontade de Amar,

mesmo sabendo que a pessoa que mais amo

pode não sentir mais o mesmo por mim.

Que eu não perca a Luz e o Brilho no Olhar,

mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo

escurecerão  meus olhos...

Que eu não perca a Garra,

mesmo sabendo que a derrota e a perda,

são dois adversários extremamente perigosos.

(...)

Que eu não perca a Beleza e  Alegria de Ver,

mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos

e escorrerão por minha alma...

Que eu não perca o Amor por Minha Familia,

mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria

esforços incríveis para manter a sua harmonia.

Que eu não perca a vontade de Doar este Enorme Amor

que existe em meu coração,

mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.

(...)

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS

E CONCRETIZADA NO AMOR!

(Chico Xavier)

 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Reaprendendo a sorrir...

 
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Sentimentos

Pressentimento

(Elza Soares)

Ai ardido peito
Quem irá entender o seu segredo
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer de teu amor
Ai mas quem virá
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo
Vem que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade

http://www.youtube.com/watch?v=3n9SwfHk21c
 

domingo, 16 de janeiro de 2011

projetos...

Língua (Caetano Veloso)

Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E – xeque-mate – explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

 

 

 

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
(– Será que ele está no Pão de Açúcar?
– Tá craude brô
– Você e tu
– Lhe amo
– Qué queu te faço, nego?
– Bote ligeiro!
– Ma'de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
– I like to spend some time in Mozambique
– Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.

http://www.youtube.com/watch?v=aO0UVAj024Y

 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amor Próprio e Amor ao Próximo

Canto pra Ogum

(Composição: Claudemir / Marquinho PQD)

Eu sou descendente zulu
Sou um soldado de ogum
Um devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre

(...)

Ogum
Um guerreiro valente que cuida da gente que sofre demais

Ogum
Ele vem de aruanda ele vence demanda de gente que faz

Ogum
Cavaleiro do céu escudeiro fiel mensageiro da paz

Ogum
Ele nunca balança ele pega na lança ele mata o dragão

Ogum
É quem da confiança pra uma criança virar um leão

Ogum
É um mar de esperança que traz abonança pro meu coração

(...)

Andarei neste dia, nesta noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de São Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me peguem não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo o meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia.

Salve Jorge!

http://www.youtube.com/watch?v=wwU9uT_ABdo&feature=related

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

http://www.youtube.com/watch?v=BLZ88Th8fGk&feature=fvwrel

 

http://www.youtube.com/watch?v=BLZ88Th8fGk&feature=fvwrel

 

Silêncio, por favor...

Para Ver os Meninos

(Composição: Paulinho da Viola)

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver os meninos
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

(Obsimp.: Também peço licença ao autor, Paulinho da Viola, para inserir uma alteração poético-pragmática...)

http://www.youtube.com/watch?v=AzyV9RyfMJk

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Histórias da Vida Privada

A Verdade

 

Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

- Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

- Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

- Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!

- Esperem! - gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela quem me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.

Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

- A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

- A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

(L. F. Veríssimo – Histórias da Vida Privada)