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"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro." (Jung) "Não existe amor... Só existem provas de amor..." (Titãs) "Não importa se você é letrado ou não. O que importa é se você vive aquilo que você fala." (Teatro Mágico)
Flor do Reggae
(Ivete Sangalo / Gigi / Fabinho O'Brian)
Um brilho de amor chegou
Na ilha inteira
E a lua que traz amor
É lua cheia
O grito de dor que vem
Do peito de quem amou alguém...
O reggae me traz saudades
De quem me beijou
E agora tá tão distante
Em outra ilha
O amor me chamou de flor
E disse que eu era alguém
Prá vida inteira...
Como se eu fosse flor
Você me cheira!
Como se eu fosse flor
Você me rega!
E nesse reggae eu vou
A noite inteira!
Porque morrer de amor
É brincadeira!...(2x)
Um brilho de amor chegou
Na ilha inteira
E a lua que traz amor
É lua cheia
O grito de dor que vem
Do peito de quem amou alguém...
O reggae me dá saudades
De quem me beijou
E agora tá tão distante
Em outra ilha
O amor me chamou de flor
E disse que eu era alguém
Prá vida inteira...
The Thin Line Between Love & Hate
(Iron Maiden)
When a person turns to wrong, is it a want to be, belong?
Part of things at any cost, at what price a life is lost
At what point do we begin, fighter spirit a will to win
But what makes a man decide, take the wrong or righteous road
There's a thin line between love and hate
Wider divide that you can see between good and bad
There's a grey place between black and white
But everyone does have the right to choose the path that he takes
We all like to put the blame on society these days
But what kind of good or bad a new generation brings
Sometimes take just more than that to survive be good at heart
There is evil in some of us no matter what will never change
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
Just a few small tears between someone happy and one sad
Just a thin line drawn between being a genius or insane
At what age begin to learn of which way out we will turn
There's a long and winding road and the trail is there to burn
There's a thin line between love and hate
Wider divide that you can see between good and bad
There's a grey place between black and white
But everyone does have the right to choose the path that he takes
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
I will hope, my soul will fly, so I will live forever
Heart will die, my soul will fly, and I will live forever
The thin line between love and hate
The thin line between love and hate
Fascinação
Os sonhos mais lindos sonhei.
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.
O teu corpo era luz, sedução,
Poema divino, cheio de esplendor.
Teu sorriso prendia, inebriava e entontecia.
Eras fascinação, amor.
Os sonhos mais lindos sonhei.
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar, tonto de emoção,
Com sofreguidão mil venturas previ.
O teu corpo era luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prendia, inebriava e entontecia.
Eras fascinação, amor.
http://www.youtube.com/watch?v=cjNFHV2mxAg&feature=player_embedded
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de andrade)
Se defendeu Suiane: se defendeu do medo, das limitações impostas pelas misérias de nossa sociedade desigual, se defendeu da academia, se defendeu do destino traçado. Traçou seu próprio destino, mostrou suas qualidades, sua perseverança, seu valor... Parabéns, mestra Suiane Bezerra da Silva!
Para ser grande, sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
(Fernando Pessoa)
Hoje, defendeu Tiago, meu Tiago: Tiago de Aguiar Rodrigues. Sensível, gigante pela própria natureza, inconfundível com outros Thiagos... Mais um orgulho, mais um desafio vencido, mais um (ao menos mais um) sonho concretizado. Parabéns, meu Tiago. Você é prova de que a Educação enobrece sim, que a Ciência precisa dela, ela precisa de Educação. E todos nós precisamos de Flores, mesmo que se tornem plástico...
Apesar da gravata alvinegra de hoje em sua homenagem, te deixo um abraço rubro-negro, claro!
Flores
(Composição: Tony Bellotto / Sérgio Britto / Charles Gavin / Paulo Miklos)
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo
JUVENTUDE
ÚNICA
LINDA
INDESCRITÍVEL
ADORÁVEL
SORRISOS...
Singela homenagem às Júlias de Tunico, Tristan, Val e Djalma. Na foto, a Juju mais novinha, a de Djalma.
Um sorriso negro, um abraço negro
Traz... felicidade
Negro sem emprego fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade
Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
negro é... a solução
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino é amor
Negro também é saudade... (um sorriso negro !)
http://www.youtube.com/watch?v=pxa6wBy2d9c&feature=player_embedded#at=20
Hoje, a Lia defendeu: Eugênia Magnólia da Silva Fernandes. A minha primeira orientanda, a primeira mestra sob minha guarda... Que felicidade, que alegria, que sentimento de dever cumprido... Trabalho aplaudido, aprovado com louvor, pronto para publicação. Saí da UnB em direção ao Sebinho, lugar que me viu crescer academicamente, onde comprei inúmeros livros. Mas hoje não fui comprar livros. Fui almoçar em um ambiente que não conhecia bem, só de ouvir falar... Me sentei na mesa 09, meu número preferido. Pedi uma água com gás, uma taça de vinho tinto seco e um salmão... Que prato delicioso (não tanto como outros que já comi antes), um arroz com coco e castanha, um salmão coberto com gergelim... Mas não foi isso que mais me impressionou no Sebinho não. Enquanto esperava o prato, pousou em minha mesa uma borboletinha: um menino de olhos grandes, pele morena com as mãos cheias de gibis. Não me pediu licença e nem fez cerimônia. Amei a atitude dele. Simplesmente, pousou em minha mesa. Obviamente, comecei com as perguntas:
- Qual o teu nome?
- Jones.
- Quantos anos?
- 08.
- Cadê sua mãe?
- Tá ali, do outro lado da rua.
- Onde?
- Ali, naquele salão.
- O que ela faz?
- Massagem.
Pausa: a borboletinha se levantou e foi outros gibis. Voltou com um volume muito maior de livrinhos da alegria.
- Como chama o teu pai.
- Jones também.
- Ah. Cadê ele?
- Tá na fazenda.
- Você vê ele sempre?
- Não. Só às vezes.
Silêncio...
Meu prato chegou. Ele sorriu, se levantou e voou para o outro lado da rua.
Opa, hora de voltar pra UnB. Vou aplicar prova extra e dar orientação...
p.s.: Enquanto escrevia este texto real, ouvia o cd do Renato Russo: "Equilíbrio distante"...
Esperança
De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que precisamos continuar.
A certeza de que seremos
interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro.
(...)
- Lembrou-me vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do espelho, levantei os olhos, e...não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior. Essa alma ausente com a dona do sítio, dispersa e fugida com os escravos, ei-la recolhida no espelho. Imaginai um homem que, pouco a pouco, emerge de um letargo [cf. Dic. Aurélio, acepção 5], abre os olhos sem ver, depois começa a ver, distingue as pessoas dos objetos, mas não conhece individualmente uns nem outros; enfim, sabe que este é Fulano, aquele é Sicrano; aqui está uma cadeira, ali um sofá. Tudo volta ao que era antes do sono. Assim foi comigo. Olhava para o espelho, ia de um lado para outro, recuava, gesticulava, sorria e o vidro exprimia tudo. Não era mais um autômato, era um ente animado. Daí em diante, fui outro. Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e sentava-me diante do espelho, lendo olhando, meditando; no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este regime pude atravessar mais seis dias de solidão sem os sentir...
(...)
(O espelho, Machado de Assis)